segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O outro filho


Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende". (Luc 15:10)

Pródigo = adj. e s.m. Que ou aquele que dissipa seus bens, gasta mais do que o necessário; gastador, esbanjador, perdulário.

A boa notícia (evangelho) é que sempre há uma aceitação para o arrependido, na Casa do Pai. Não importa qual o tamanho do erro, ou qual foi o tempo do afastamento, ou quantos foram os bens retirados de dentro da casa. O Pai, sempre vai receber de braços abertos o filho cujo coração está arrependido, porque esse é o coração do Pai.
Se o próprio Pai, o dono da casa, aquele que repartiu os seus bens o recebe de volta, não podemos ser o filho “não pródigo”. O que quero dizer é que temos que expulsar o “espírito de religiosidade” de nosso meio. Não é religião que agrada a Deus, mas sim o amor ao próximo. Essa era a razão para que o Pai estivesse sempre à espreita, aguardando ansiosamente e desejando que seu filho voltasse para casa, ao invés de ser devorado pelo mundo. O filho não pródigo é aquele que está à espreita, sempre aguardando para julgar e apontar os erros. Não foi essa a atitude do Senhor da Igreja. Então a igreja NÃO pode ter essa atitude. O coração do filho precisa ser o do Pai. Temos a mente de Cristo, então temos que pensar e agir como Ele. Não podemos ser presunçosos a ponto de nos considerarmos maiores do que Ele.  Se fizermos as nossas vontades ao invés da vontade daquele que nos chamou, estamos nos portando com o se fossemos superiores a Ele. Ele é soberano, não eu.
O outro filho não se importa com o irmão que está lá fora passando necessidades, sendo humilhado, pedindo socorro. Ele somente se importa com o seu bem-estar. É egoísta e parasita... mas é filho também.

Todo o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. (Joã 6:37-38)

O Pai jamais rejeitará um filho. Ele pagou um preço altíssimo por cada um de nós e não deseja nos perder. Ainda que ele tenha nos dado o direito de fazermos aquilo que quisermos, Ele sempre demonstrou que na Casa, estamos seguros. Na casa do Pai há a proteção e as bênçãos do Pai.

Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! (Luc 15:17)

A condição encontrada na casa do Pai, sempre será melhor do que em qualquer outro lugar. Davi declarou isso em um de seus Salmos: “Passar um dia no teu templo vale mais que viver mil dias em qualquer outro lugar. Prefiro ficar humildemente à entrada da Casa do meu Deus a viver em ricas casas, onde existe pecado e maldade” (Slm 84:10). Na casa do Pai há proteção, segurança, abrigo.

Aquele jovem chegou a um ponto na sua vida, onde ele percebeu que se ele vivesse como servo do seu pai, ele teria uma vida explicitamente melhor do que a que ele vivera, longe do pai.

Eu vou para casa, junto do meu pai, e lhe direi: "Pai, eu pequei, tanto contra o céu como contra o senhor. E já não mereço ser chamado seu filho. Por favor, quero ser seu empregado'' (Luc 15:18-19)

Conforme a história contada por Jesus, de longe, o pai já o havia avistado e saiu correndo ao seu encontro. O Pai sempre está buscando por nós. Todos os dias visitando a sua varanda e olhando a estrada para ver se os filhos que se foram já estão retornando. Não importa o estado, não importa a situação. Não importam os sofrimentos passados lá fora. Mesmo com todos os erros, o Pai manda que depressa vistam o jovem com as melhores roupas da casa, anel de preciosidades e sapatos.

Na Casa do Pai temos o devido reconhecimento, a devida honra, nosso devido lugar: o de filho. Temos o melhor revestimento, o selo e os sapatos nos pés. Aquele, que antes gastara seus bens em festas, farras, prostituição, drogas e bebidas, jogos, imoralidades diversas, agora está na Casa do Pai, vestido de suas melhores roupas, anéis e sapatos.

Esse não foi o coração do outro filho. Ele manifestou a sua inveja, o seu descontentamento. Ele achava que por estar o tempo todo na casa com o Pai, deveria receber um tratamento melhor que o filho que se fora. Mas aqui está um segredo: O Pai não tem filhos favoritos! O Pai não faz acepção. Ele ama todos os seus filhos igualmente. Bem certo que há filhos que agradam mais ao Pai, pois tem o seu coração conectado ao Pai (como fora com Jesus, que é e deve ser nosso exemplo em tudo). Mas o Pai ama a todos os seus filhos de igual maneira. Podemos observar isso na resposta que o outro filho recebeu:

'Olhe, meu filho querido', disse-lhe o pai, 'eu e você somos muito amigos e tudo o que tenho é seu. (Luc 15:31)

Esse filho era o obediente, o que estava a serviço do Pai, porém, ele não tinha o coração como o do Pai. Ele não entendia o coração do Pai. Como filhos, temos que entender e estar conectados ao coração do Pai. Não podemos ter o pensamento egoísta, pois nosso Pai não é egoísta. Precisamos amar ao Pai acima de todas as coisas e amar aos demais, como se fosse nós mesmos. É assim que o Pai nos ama... acima de todas as coisas, porém Ele nos respeita.

Se você é o filho “pródigo” é hora de voltar à casa do Pai. Se você é o outro filho é hora de entender que TUDO o que o Pai tem, já é seu e, no seu coração, passar a amar os outros também, como o Pai.

Paz e bênçãos, em nome de nosso Senhor Jesus

Do seu amigo, Alex Reinaldo.
CCF (Christ CruCiFied)
Comunidade Cristã Internacional

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